segunda-feira, 22 de outubro de 2018

EDITAR POESIA


Editar poesia é um mau negócio
Neste género, as tiragens rondam os 500 exemplares e só os grandes nomes chegam aos 2000. Para as editoras, é uma questão de prestígio. E de tentar não perder muito dinheiro.
Poesia não dá dinheiro - nem aos autores nem aos editores. Jorge Reis Sá, que é poeta e editor sabe isso como ninguém. Mas esta evidência não o faz desistir. Se a poesia é, como disse Eugénio de Andrade, "a festa suprema da língua", tem de valer a pena partilhá-la, mesmo que seja para uma elite, para um nicho de mercado, para umas poucas centenas de leitores.
"Se vir isto pelo lado do negócio, que também o é, para uma editora de média dimensão como a nossa editar poesia é desastroso. Precisávamos vender muito mais para que conseguíssemos pagar as contas", explica Zeferino Coelho, editor da Caminho. Hugo Xavier, da Portugália, confirma: "Editar poesia não é bom para o negócio." "Quem só se rege pelo lucro não edita poesia", diz Reis-Sá.
Uma obra de poesia tem uma tiragem média de 500 exemplares - o suficiente para conseguir colocar livros nas principais livrarias que existem pelo país. Mas desses vendem-se mais ou menos 200. É muito pouco. A Caminho, que edita poesia portuguesa ou de autores que escrevem em português, consegue fazer tiragens de 1000 exemplares, mas Zeferino Coelho reconhece que este é um número "um pouco exagerado". A Dom Quixote edita apenas dois ou três livros de poesia de ano mas como aposta em autores consagrados e premiados pode ir até aos 1500 ou 2 mil exemplares. Um sucesso para poetas como Miguel Torga, Manuel Alegre, Fernando Pinto Amaral, Nuno Júdice, António Nobre ou Ramos Rosa. "Faço questão de ter todos os anos alguns livros de poesia, mas mais do que isto é impossível", admite a Cecília Andrade. "A poesia é importante para a editora mas não pelas vendas. Quando, de vez em quando, temos uma segunda edição ficamos muito contentes."
Edições de 2, 3 ou 4 mil exemplares são raras. Acontecem, por exemplo, com Sophia de Mello Breyner (na Caminho), José Luís Peixoto ou José Régio (na Quasi), com Fernando Pessoa, Rimbaud, Lorca, Blake, Yeats, Hölderlin, Pablo Neruda (na Relógio D'Água), com Cesariny, Alexandre O'Neill ou Herberto Helder (na Assírio e Alvim). "São as excepções", comenta  Jorge Reis-Sá.
Num país onde todos têm a pretensão de saber alinhar uns versos e onde muitos livros de poesia aparecem, ainda hoje, no mercado com edições de autores, pagas pelo próprio, as grandes editoras não desistem da "festa da língua".
Apesar de não dar dinheiro, todos estes editores insistem em publicar poesia. Talvez porque o negócio dos livros não seja, afinal, um negócio como os outros. Há o prestígio. Há a noção de dever. De serviço a cumprir. Um acto de resistência. Uma vontade de "honrar uma marca histórica", como diz Hugo Xavier, da Portugália.
E, se paticamente não há lucros, os editores preocupam-se em, pelo menos, não ter grandes prejuízos. Aproveitam as novas tecnologias e utilizam a impressão digital  o que permite reduzir consideravelmente os custos em tiragens até 750 exemplares.
Para cativar os leitores, as editoras organizam antologias e reúnem obras completas - como fez a Dom Quixote com a obra poética de Maria Teresa Horta, já nas livrarias, disponibilizando títulos que se encontram esgotados há imenso tempo.
Apostam em valores seguros, editam sobretudo os nomes consagrados, privilegiam os autores que já pertencem à casa. Neste cenário, os novos poetas têm a vida dificultada, explica Francisco Vale, da Relógio D'Água. "Mesmo na comunicação social, a poesia tem cada vez menos espaço e menos atenção. Só se dá atenção ao que já sabemos que vai ter sucesso, o que torna cada vez mais difícil lançar novos nomes."
Vale a pena? Todos dizem que sim. De tal forma que a histórica Guimarães pretende retomar este ano a publicação de poesia, recuperando a colecção "Poesia e Verdade" (com novos autores) e recuperando os clássicos da chancela da Ática. "Embora a tenhamos a preocupação de termos sustentabilidade económica, não só isso que nos orienta", explica Vasco Silva. "Queremos acrescentar um valor, não só económico mas cultural."

https://www.dn.pt/artes/livros/interior/editar-poesia-e-um-mau-negocio-1177433.html

AUTOR OU ESCRITOR?

Autor e Escritor, você sabe a diferença?
Autor é aquele que escreve e publica seus livros, despertando assim o desejo e interesse de leitores por sua obra, e passa a ser reconhecido no mundo literário.
Alguns exemplos de autores são; Monteiro Lobato, Cecília Meireles, Machado de Assis, J.K. Rowling, entre outros.
Escritor por sua vez, é aquele gosta da arte de escrever, sem se preocupar em contar apenas um tipo de história, ele se expressa através de artigos com diversos temas para divulgar sua opinião ou seu conhecimento.
Os escritores podem ser jornalistas, redatores ou mesmo profissionais que pretendem divulgar seus textos, que normalmente são bem escritos e podem ter um maior poder de influência.
No final das contas chegamos neste conceito, bem rápido e direto, mas esclarece bem a diferença entre estes dois profissionais.
Eu por exemplo sou Autor, meu livro recente é A Ordem Malsim, mas tenho bastante material que ainda não foi publicado.
E você? É Autor ou Escritor? Qual seu maior interesse?
Seja qual for seu plano, ponha-o em prática.

Helder Diório
Fonte: http://lanceseulivro.com/autor-e-escritor-voce-sabe-a-diferenca/

quarta-feira, 25 de julho de 2018

DIA NACIONAL DO ESCRITOR

No dia 25 de julho comemora-se o Dia Nacional do Escritor, a data surgiu por ocasião da realização do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado pela União Brasileira de Escritores, instituição da qual os escritores Jorge Peregrino Júnior e Jorge Amado à época presidente e vice-presidente, respectivamente.
O grande sucesso do evento foi primordial para que o dia nacional do escritor fosse instituído. A coluna Vida Literária do Jornal do Brasil, em 23 de julho de 1960, noticiava que “o ministro da educação, Sr. Pedro Paulo Penido, instituiu, através de uma portaria, o Dia do Escritor Brasileiro a ser comemorado, em todo o país, anualmente no dia 25 de julho”.

sábado, 14 de julho de 2018

NOVO LIVRO

Em breve, mais um livro será lançado por um dos associados da ASBRALI. O autor é Renato Lisbôa Müller que lançará o livro cujo título é LEMBRANÇAS QUE TRAGO COMIGO. Abaixo, está a capa do livro, sendo que o desenho da capa foi feito por Alberto Reis, seguindo orientação do autor, tendo uma ima imagem com figuras que estão relacionadas com os textos inseridos nesta obra.


Aguardem!



domingo, 3 de junho de 2018

EFEMÉRIDES LITERÁRIAS


JANEIRO
04 – Criação da 1ª Tipografia no Brasil, em Salvador, BA, em 1808
07 – Dia do Leitor
30 - Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos

FEVEREIRO
27 – Dia Nacional do Livro Didático

MARÇO
12 – Dia Nacional do Bibliotecário
14 – Dia do Vendedor de Livros
14 – Dia Nacional da Poesia
19 – Dia do Livro
21 – Dia Mundial/Internacional da Poesia
28 – Dia do Diagramador e do Revisor

ABRIL
02 – Dia Internacional do Livro Infanto-juvenil
18 – Dia Nacional do Livro Infantil
23 – Dia Mundial do Livro e do Direito Autoral

MAIO
01 – Dia da Literatura Brasileira
21 – Dia do profissional de letras

JUNHO
01 – Dia da Imprensa
10 – Dia da língua portuguesa
21 – Dia da Mídia

JULHO
14 – Dia da Liberdade de Pensamento
25 – Dia Nacional do Escritor

AGOSTO
12 – Dia Nacional da Artes
13 – Dia Mundial do Pensamento

SETEMBRO
02 – Dia Internacional do Livro Infantil
08 – Dia Mundial da Alfabetização
08 – Dia Internacional da Literatura
28 – Dia Nacional da Liberdade de Expressão

OUTUBRO
04 – Dia Internacional do Poeta
12 – Dia Nacional da Leitura
13 – Dia Mundial do Escritor
15 – Dia Nacional do Professor
20 – Dia Mundial da Poesia e do Poeta
29 – Dia Nacional do Livro

NOVEMBRO
17 – Dia da Criatividade
23 – Dia Internacional do Livro

DEZEMBRO
15 – Dia do Jornaleiro

quarta-feira, 16 de maio de 2018

CONCURSO LITERÁRIO

Grupo Livrarias Curitiba lança Concurso de Contos

Estão abertas até o dia 31 de maio as inscrições para o 9º Concurso de Contos das Livrarias Curitiba. Serão selecionados os 6 melhores textos, que serão publicados na revista bimestral do Grupo a partir de setembro, e seus autores receberão, cada um, vale-compras no valor de R$ 500 a ser gasto em qualquer produto numa das 29 lojas físicas do grupo ou em compras on-line. O formulário eletrônico da inscrição está disponível neste link.
O objetivo do concurso é descobrir novos talentos literários e oferecer espaço para veiculação aos melhores textos em um periódico cultural de grande circulação: a tiragem da revista ler&Cia tem tiragem média de 130 mil exemplares, com circulação nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Desde a primeira edição do concurso, em 2006, o número de participantes gira em torno de 800 pessoas de todos os lugares do Brasil.
Concurso de Contos Livrarias Curitiba 2018
Com caráter exclusivamente cultural e artístico, a premiação é destinada a autores brasileiros com mais de 18 anos e que apresentem contos originais e inéditos, com temática livre. “Sabemos que existem muitos talentos que não conseguem espaços para publicar seus textos, por isso decidimos realizar novamente esse concurso e dar a oportunidade aos nossos escritores”, explica Augusto Pedri, diretor de marketing da rede Livrarias Curitiba.
Cada participante poderá concorrer com um conto, sobre qualquer tema e com até 3 mil caracteres, com espaços. Uma comissão julgadora vai eleger os melhores textos segundo os critérios de criatividade, originalidade e adequação às normas gramaticais da Língua Portuguesa. Os  vencedores serão divulgados no dia 1º de setembro no site das Livrarias Curitiba. O regulamento do concurso pode ser acessado aqui.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

FOTOS DO LANÇAMENTO EM LAGES

A cidade de Lages, na serra catarinense, nos recebeu em um fim de tarde/início de noite, chuvoso, mas com o calor humano que sempre lhe é peculiar. Foi uma noite de encantamentos e de carinho. As fotos abaixo foram batidas por Lilyan Fonseca:



Os livros dispostos para serem vendidos.



Foto parcial dos convidados.



Marcelo Fogaça (á esquerda) conversando com Renato Müller.


Marcelo Fogaça conversando com Luciana Uller.


Renato Müller ao lado da funcionária "Chica", que trabalha na Fundação Cultural de Lages.


Marcelo Fogaça, Renato Müller e a lageana Ethna Thaíse.


Um pouco do delicioso coquetel que nos foi ofertado.


Nossos agradecimentos vão para a Fundação Cultural de Lages, ao Marcelo Fogaça, Ethna Thaíse e aos convidados que prestigiaram o evento.




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